Joy Freitas: Maio 2013




Micareta de Feira 2013 (Minha Conclusão)

por Joy Freitas

Olá,

Será que estou muito atrasada para falar de Micareta?
Acho que sim, mas escreverei mesmo assim.

Estive muito, muito ocupada, verdade que muito mais cansada mentalmente também, para passar por aqui e deixar minhas impressões finais sobre a Micareta de Feira.

Como eu havia dito num post anterior, as minhas expectativas eram as melhores possíveis e posso então dizer que elas se confirmaram.
As mudanças no projeto de estrutura de camarotes foi realmente o grande feito desse ano. O circuito fluiu bem melhor, com mais espaço para o folião tanto dos blocos como da pipoca. Visualmente ficou tudo mais bonito, a disposição, o formato, o investimento na estrutura dos camarotes... com uma ressalva apenas para iluminação da avenida, pois li e concordo com muitos comentários sobre a iluminação no final do percurso não ter sido tão legal como no início.

Como eu sempre escrevo aqui baseada nas minhas opiniões, não tenho intenção de comprovar nada estatisticamente, mas acredito que a segurança estava bem mais eficaz esse ano. Era notório o número intenso de policiais no circuito, a ponto de "incomodar" de tanto que apertava a corda dos blocos muitas vezes (quem curte dentro das cordas entende o que eu digo), e a sensação de andar com tranquilidade ao longo do circuito era nítida.

Como nem tudo é perfeito e a Micareta está longe ainda da perfeição, não tive boas impressões da mudança do chamado Point Universitário. São apenas impressões, é claro, mas achei que perdeu muito do brilho de antes na estrutura dos barracões e no público. Aquela sensação de parada obrigatória, de público divertido e aconchegante acho que foi perdida com a instalação dos chamados paredões de som, que só atraiu realmente o pessoal que quer "barulho" em vez de música, percebi que tinha muito mais a "turma da bagunça" do que aquela turma que ia para "encontrar a galera", confraternizar e "azarar", obviamente!

Outra observação vai para os artistas que sem exceção fizeram o que eu já esperava, voltaram-se quase que 100% pro lado dos camarotes e pouco lembravam do público do outro lado da avenida. Acho até natural que isso tenha ocorrido, já que as baterias dos camarotes estavam bem próximas umas das outras, e às vezes não dava tempo de atender os dois lados, quando o artista voltava pro lado oposto, o trio já estava saindo daquele ponto e já precisava dar atenção a um outro camarote. Vale uma dica para fiscalização da Secretaria de Eventos que faça com que o tempo que o artista permaneça na avenida seja maior, aumentando os tempos de paradas dos trios. Quem acompanha os bastidores sabe que existe quase que uma competição, principalmente dos artistas independentes, que pedem para segurar o trio, contra a fiscalização e policiamento que manda o motorista seguir com o caminhão da alegria.

Enfim, apesar de sempre percebemos que há como melhorar e nem sempre todas as pessoas estarem interessadas em fazer o melhor, a exemplo de maus profissionais e pessoas que vão às ruas brigar e estragar a festa, vejo um saldo positivo esse ano, principalmente na sensação que as pessoas tiveram em esperar o melhor e acreditar no renascimento dessa festa tão importante para a cidade. Vamos ficar na torcida para que ano que vem as melhorias permaneçam e outras boas ideias surjam, sejam ouvidas e consideradas principalmente, para melhorar ainda mais.





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