Joy Freitas: "Dar a seta"




"Dar a seta"

por Joy Freitas

Todo mundo já deve ter ouvido falar do apêndice no nosso corpo, uma espécie de tubo do intestino grosso localizada do lado inferior direito do abdômen, com função não muito definida, ou seja, algo que ninguém sabe para que serve direito até sofrer de apendicite e ter que retirar o coitado.

Assim como o apêndice é praticamente um órgão sem função ou utilidade para nosso organismo, tenho a leve impressão que a "seta" dos carros, com a "involução" do ser humano, foi promovida a apêndice motorizada, já que praticamente não é mais usada, e só é lembrada por quem é incomodado pelo não uso da mesma por outrem.

É incrível perceber nas ruas a total desatenção e irresponsabilidade de boa parte dos motoristas que não fazem mais uso dessa peça em seu carro. Uma atitude que deveria ser corriqueira e que faz tanta diferença no trânsito a ponto de evitar acidentes.

Não sou psicóloga para analisar ninguém, mas no meu modesto ponto de vista de uma motorista, digamos que “sensata”, só penso em três razões para esse tipo de comportamento: egoísmo, dispersividade e estupidez.

Egoísmo porque pessoas assim devem realmente achar que as vias públicas são feitas para uso exclusivo delas, pois estão tão centrados no seu próprio umbigo que não percebem que o trânsito só flui bem se todos pensarem no coletivo, se praticarem algo tão esquecido hoje em dia chamado “respeito ao próximo”.

Dispersividade porque se a pessoa não é capaz de ter direcionamento no trânsito, eu pergunto será que é capaz de ter organização e foco na própria vida?

E para mim, a pior de todas as razões, talvez a mais grave: estupidez, ou no popular burrice mesmo (me desculpe os Equus africanus asinus, sei que os animais não merecem essa afronta), pois não pode ser muito inteligente alguém que passou por um processo de avaliação para adquirir uma carteira de motorista, possa arriscar pontos de infração na sua ficha por conta da ausência de um gesto tão simples.

Se minha análise estiver totalmente equivocada eu imagino então que possa está havendo um outro processo de adaptação na evolução da raça humana, não previsto por Darwin, no qual algumas espécies de motoristas passam a sofrer de atrofia e aleijamento da mão esquerda, com o passar dos anos de prática de direção.

Obs.: O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estipula no seu art. 196 como infração grave, multa de R$ 127,69 e 5 pontos na CNH o “deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação"




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Um comentário:

  1. Concordo plenamente com você! O automóvel ao longo do tempo tinha algumas classificações, e hoje é conhecida como ARMA.

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