Joy Freitas: Fevereiro 2012




Nosso Axé!


por Joy Freitas

Sou uma admiradora assumida dos Anos 80, quem me conhece sabe, pois sempre converso sobre isso quando tenho oportunidade. Acredito que a melhor época de produção musical que se tem registro no Brasil e no mundo é a década de 80, em todos os estilos musicais.
E sendo admiradora dessa época, tão rica em boas letras, melodias e ideologia, evidente que tenho dificuldade em aceitar qualquer produção que fique aquém disso.

Não quero bancar a saudosista e invocar que devemos viver de passado, mas quero voltar a esse assunto dessa vez para falar sobre a música baiana.
Estive observando a transmissão do Carnaval de Salvador pela TV e como sempre acontece, vejo os grandes artistas, fazendo releituras e relembrando sucessos daquela época, de quando surgiu o gênero musical apelidado de axé music.
Geralmente artistas já consagrados com carreiras sólidas, com sucessos atuais tão bons quanto os antigos, mas que por competência artística e respeito as raízes, nunca deixam de tocar certos sucessos que se tornaram clássicos e que encantam o público todas as vezes que são tocados, porque sua qualidade não ficou restrita a uma estação climática.

São músicas que pela sua qualidade instrumental e poética, permaneceram vivas nas memórias e na emoção das pessoas que gostam do Carnaval Baiano. Por isso todas as vezes que são tocadas as pessoas ficam em êxtase, se animam, pulam ,dançam, cantam juntos, fazem espetáculos nas ruas, reagindo aos comandos dos bons animadores de trio elétrico.

Qual folião de carnaval e micaretas, não se empolga quando escuta alguém tocar sucessos como:

“Ah, que bom você chegou, bem vindo a Salvador, coração do Brasil...
vem você vai conhecer, a cidade de luz e prazer, correndo atrás do trio...”
(We Are Carnaval )

“Ah, imagina só, que loucura essa mistura. 
Alegria alegria é o estado que chamamos Bahia. 
De todos os cantos, encantos e axé, o baiano é Carnaval...”
(Chame Gente)

“Força e pudor, liberdade ao povo do pelô...
mãe que é mãe no parto sente dor. E lá vou eu.
Declaro a nação, pelourinho contra a prostituição,
faz protesto manifestação...e lá vou eu”
(Protesto Olodum)

“Já pintou verão, calor no coração, a festa vai começar...
Salvador se agita, numa só alegria, eternos Dodô e Osmar. 
Na Avenida Sete, da paz eu sou tiete (...)
Eu vou, atrás do trio elétrico vou (...)
Eu queria, que essa fantasia fosse eterna,
quem sabe um dia a paz vence a guerra”
(Baianidade  Nagô)

“Meu amor, olha só hoje o Sol não apareceu...
é fim da aventura humana na terra.
Meu planeta Deus, fugiremos nós dois na arca de Noé...
Olha bem meu amor, é o final da odisséia terrestre.
Sou Adão e você será, minha pequena Eva.
O nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar, sozinho com você”
(Eva)

“Jogou sua rede, oh pescador.
Se encantou com a beleza desse lindo mar. 
Dois de fevereiro é dia de Yemanjá,
levo-te oferendas para lhe ofertar.
E sem idolatria Olodum seguirá,
é como dizia Caymmi, insigne o homem cantando a encantar”
(Canto ao Pescador)

“Quando eu te vejo paro logo em seu olhar,
o meu desejo é que eu possa te beijar...
sentir teu corpo me abrigar em seu calor,
hoje o que eu quero é ganhar o seu amor...”
(Vem Meu Amor)

“Pra te espiar, eu dou a volta no seu muro,
eu pulo seu muro... pra te encontrar,
eu dou a volta no seu mundo, eu mudo seu mundo...”
(Selva Branca)

“No céu azul, destino das estrelas,
onde o vento sentiu a cor.
A vida, bota pra ferver.
Sabor de mel, tempero de perfume, sou louco por você.
Mas vida, bota pra ferver...”
(Bota Pra Ferver)

O canto do negro veio lá do alto.
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus.
E no repique, no batuque, no choque do aço.
Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu.
Vem cantar meu povo, vem cantar você.
Bate os pés no chão moçada. E diz que é do ilê a yê...”
(Pérola Negra)

"Eu te quero só pra mim,
você mora em meu coração.
Não me deixe só aqui,
Esperando mais um verão..."
(Mimar Você)

Poderia passar dias sem fim aqui, relembrando ótimas músicas, e ainda assim seria impossível contemplar todos os ótimos artistas que nós temos, são apenas exemplos que por enquanto bastam. Como se pode perceber, ao contrário do que muitos críticos e outras pessoas desinformadas que torcem o nariz para a música baiana diz, o “axé music” não é um gênero musical baseado em “iê, iê, iê” ou “iô, iô, iô” com bordões simples para um bando de alienados pularem atrás de um caminhão (um caminhão, diga-se de passagem, muito rentável, criativo e espetacular que ninguém faz melhor que nós baianos, por isso todos alugam os nossos)

A história da nossa música está cheia de canções belíssimas feitas por compositores cultos e inteligentes que falam sobre amor, paz, cultura, política e fatos históricos. Cabe a quem critica livrar-se do preconceito tão característico em nosso povo, parar de assistir só o que está na moda, reativar a memória para os sucessos antigos e também para bandas atuais que fazem sim alguns hits animadores com refrões de efeito pra agitar o público, mas que também mantém a qualidade de músicas que são feitas para ouvir, para pensar, para declarar amor, para pedir paz, para cultuar a alegria, não somente para pular como alguns rotulam.








"Dar a seta"

por Joy Freitas

Todo mundo já deve ter ouvido falar do apêndice no nosso corpo, uma espécie de tubo do intestino grosso localizada do lado inferior direito do abdômen, com função não muito definida, ou seja, algo que ninguém sabe para que serve direito até sofrer de apendicite e ter que retirar o coitado.

Assim como o apêndice é praticamente um órgão sem função ou utilidade para nosso organismo, tenho a leve impressão que a "seta" dos carros, com a "involução" do ser humano, foi promovida a apêndice motorizada, já que praticamente não é mais usada, e só é lembrada por quem é incomodado pelo não uso da mesma por outrem.

É incrível perceber nas ruas a total desatenção e irresponsabilidade de boa parte dos motoristas que não fazem mais uso dessa peça em seu carro. Uma atitude que deveria ser corriqueira e que faz tanta diferença no trânsito a ponto de evitar acidentes.

Não sou psicóloga para analisar ninguém, mas no meu modesto ponto de vista de uma motorista, digamos que “sensata”, só penso em três razões para esse tipo de comportamento: egoísmo, dispersividade e estupidez.

Egoísmo porque pessoas assim devem realmente achar que as vias públicas são feitas para uso exclusivo delas, pois estão tão centrados no seu próprio umbigo que não percebem que o trânsito só flui bem se todos pensarem no coletivo, se praticarem algo tão esquecido hoje em dia chamado “respeito ao próximo”.

Dispersividade porque se a pessoa não é capaz de ter direcionamento no trânsito, eu pergunto será que é capaz de ter organização e foco na própria vida?

E para mim, a pior de todas as razões, talvez a mais grave: estupidez, ou no popular burrice mesmo (me desculpe os Equus africanus asinus, sei que os animais não merecem essa afronta), pois não pode ser muito inteligente alguém que passou por um processo de avaliação para adquirir uma carteira de motorista, possa arriscar pontos de infração na sua ficha por conta da ausência de um gesto tão simples.

Se minha análise estiver totalmente equivocada eu imagino então que possa está havendo um outro processo de adaptação na evolução da raça humana, não previsto por Darwin, no qual algumas espécies de motoristas passam a sofrer de atrofia e aleijamento da mão esquerda, com o passar dos anos de prática de direção.

Obs.: O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estipula no seu art. 196 como infração grave, multa de R$ 127,69 e 5 pontos na CNH o “deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação"




Adote um comportamento leve no trabalho

Os americanos Adrian Gostick e Scott Christopher lançaram um livro que defende a tese de que profissionais bem-humorados ganham mais e são mais produtivos

por Eliza Tozzi (Você S/A)

Dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e até combate dores. Além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve ajuda no desenvolvimento profissional. Esta é a tese do livro The Levity Effect (O efeito leveza, em português), dos americanos Adrian Gostick, expert em análise organizacional e co-autor do best-seller empresarial O Princípio do Reconhecimento (Editora Campus/Elsevier, R$ 66), e do humorista Scott Christopher, publicado pela Editora John Wiley & Sons, ainda inédito no Brasil. Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas.


Profissionais bem-humorados também são os primeiros a ser lembrados pelo presidente da empresa quando o assunto é promoção. Um estudo da consultoria americana Hodge-Cronin & Associates apontou que 98% de 737 altos executivos contratariam ou promoveriam o boa-praça no lugar do carrancudo. Mas Scott alerta: ter alto-astral não significa que você precisa se transformar no palhaço do escritório. “Leveza não tem a ver com gargalhadas fora de hora, e sim com a vontade de encarar os problemas com otimismo sem deixar de apresentar bons resultados”, diz ele.


AVIÕEZINHOS E PRODUTIVIDADE


Os irmãos paulistanos Guilherme e Maurício de Almeida Prado, de 33 e 37 anos, respectivamente, são adeptos do bom humor no trabalho. Formados em administração de empresas, eles fundaram em 2001 a agência de promoção de eventos Plano1 e se preocuparam em instituir uma cultura de descontração, que é construída desde o processo seletivo. Para entrar na companhia é essencial ter bom relacionamento interpessoal e espírito positivo. “Um profissional sério não se adaptaria bem ao nosso clima”, diz Maurício. Os 85 funcionários da Plano1 comemoram o alcance das metas com almoços temáticos fora do escritório, podem contar histórias engraçadas na newsletter da agência e até participar de campeonatos de aviãozinho de papel — no ano passado, os profissionais foram até o campus da Universidade de São Paulo para lançar as dobraduras.

Os donos dos aeroplanos mais velozes e performáticos foram premiados com brindes. A Acesso, empresa paulistana de digitalização de documentos, também cultiva o clima de diversão. A cada 15 dias, os funcionários participam de um café da manhã coletivo, repleto de guloseimas, no qual são estimulados a contar histórias pessoais. “É comum ouvir funcionários que vieram de outras empresas dizendo que trabalham melhor na Acesso porque se sentem à vontade para ser eles mesmos”, diz Diego Torres Martins, fundador da empresa. Ao contrário do que possa parecer, participar de práticas divertidas não prejudica a produtividade.

Uma pesquisa citada no livro The Levity Effect mostra que um aumento de cerca de 10% na satisfação dos funcionários no trabalho resulta num crescimento de aproximadamente 40% em produtividade. “Se você trabalha com alegria e participa de programas que instigam o humor, consegue se concentrar mais para resolver problemas e cumprir metas difíceis, características fundamentais para se tornar um bom líder”, diz Thais Trevisan, consultora de comunicação estratégica da Hewitt Associates, consultoria em gestão de RH, em São Paulo.

RIR PARA NÃO CHORAR

A coordenadora de marketing e sustentabilidade da Visa Vale, Raffaella Milfont, de 37 anos, costuma liderar uma equipe de quatro funcionários com o astral lá no alto: não é difícil ouvi-la dando risada pelos corredores. Ela credita parte de seu sucesso profissional à maneira leve, mas compromissada, de encarar o trabalho. Quando trabalhava em empresas mais sisudas, Raffaella sofria por ter de esconder esse traço de sua personalidade. “Sei que, depois de relaxar com o riso, consigo encontrar soluções para problemas complexos”, conta Raffaella. Isso acontece, em parte, porque a descontração estimula a criatividade.

O pesquisador do humor C.M. Consalvo, uma das fontes do The Levity Effect, afirma que o riso facilita a transição do sentimento de medo para o de segurança, o que, consequentemente, aumenta os níveis de pensamento criativo. Enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência.

“Fazer comentários motivadores para colegas e subordinados em momentos difíceis, compartilhar as preocupações e chamar a equipe para uma reunião de novas ideias são atitudes importantes para quem quer encontrar boas soluções”, explica Aline Souki, professora de comportamento organizacional e gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.

Para evitar o clima pesado no escritório nos períodos de estresse alto, o sócio-líder de auditoria da KPMG, Charles Krieck, de 47 anos, resolveu instituir, em 2009, o programa Busy Season. Em janeiro e fevereiro, época crítica para os auditores que estão em pleno fechamento de relatórios financeiros, os funcionários da empresa têm massagistas à disposição e recebem um par de ingressos de cinema, que devem ser usados, preferencialmente, para levar o namorado, a esposa, os filhos ou um amigo de fora do escritório para passear.

“Ações desse tipo fazem com que a tensão diminua e o espírito de equipe se fortifque”, diz Charles. Algumas atitudes bem simples ajudam os profissionais que querem manter essa forte união do time e melhorar o clima no escritório. “Cumprimentar as pessoas no corredor, agradecer publicamente aos funcionários que fizeram um trabalho excepcional, ser cortês quando precisar dar um feedback negativo, dar crédito quando a ideia que salvou um projeto não for sua, tudo isso faz com que você se torne querido por seus colegas — o que é fundamental para uma promoção, por exemplo”, diz Scott.

COMUNICAÇÃO EFICIENTE

O dramaturgo irlandês Bernard Shaw (1856-1950), autor de peças como Pigmaleão e César e Cleópatra, já alertava: “Se você pretende falar a verdade para as pessoas, seja engraçado. Caso contrário, corre o risco de ser assassinado”. Pode não ser tão trágico assim no dia a dia do trabalho, mas o humor faz com que os ouvintes se interessem mais pelo discurso e memorizem o que foi dito. Segundo os autores do livro, estudantes alcançam notas 15% maiores quando assistem às aulas de professores engraçados. Mas não é necessário tomar lições de comédia stand-up antes de conduzir uma reunião importante.

A comunicação descontraída é mais fácil do que parece. Scott dá a dica: “Começar o encontro comentando sobre aquele vídeo engraçado que está em alta no YouTube ajuda a diminuir a tensão e a estimular as pessoas a participarem da conversa”, diz. O mais importante é que você não esqueça que está conversando com pessoas, e não com computadores. “Caso contrário, ninguém vai prestar atenção ao que você diz.” Relaxar é o primeiro passo para comunicar melhor. Scott e Christopher dizem que é fundamental, antes daquela apresentação importantíssima, reservar alguns minutos para respirar fundo e se acalmar. “Você precisa controlar as suas emoções para mostrar o seu melhor potencial.” Na noite anterior, nada de perder o sono porque vai falar em público. “Repasse os tópicos mais importantes, ensaie na frente do espelho, prepare uma sacada bem-humorada e vá para cama cedo”, aconselha Scott. “O mau humor aumenta quando estamos cansados.”

Manter um diálogo transparente é outra medida importante. Na empresa de tecnologia Kaizen, a chefi a se reúne mensalmente com os funcionários para mostrar quais foram os resultados e as novas metas a serem cumpridas. A intranet também disponibiliza os valores de salários de todos os cargos da companhia. E a arquitetura aberta entre as estações de trabalho estimula a comunicação constante. “Todo mundo percebe que ajuda a empresa a crescer de verdade e se sente prestigiado, já que informações aparentemente sigilosas estão disponíveis e são de fácil acesso”, explica Daniel Dystyler, diretor de talentos da empresa.

E SE EU FOR MAL-HUMORADO?

A última coisa que se pode exigir de um profissional é que ele mude completamente de personalidade”, diz Scott. Por isso, nada de se forçar a contar uma história hilária para fazer seu chefe gargalhar se você não for um piadista nato — essas tentativas desastradas podem piorar a sua imagem profissional ou, no mínimo, vão fazer você parecer o bobo da corte. “O humor tem que aparecer naturalmente, não pode ser forçado. Caso contrário será malvisto pelos outros”, diz Scott.

A questão central para que seu relacionamento interpessoal seja eficiente é se expressar da maneira como você se sentir mais confortável, seja com a expressão séria ou sorridente. No entanto, levar a vida mais leve não faz mal a ninguém. Lembre-se que ficar franzindo as sobrancelhas e revirando os olhos o tempo todo pode ser péssimo para a sua imagem.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Opinium, na Inglaterra, os mal-humorados são responsáveis por 37% da irritação geral no escritório. E você não quer ter esse rótulo colado em seu rosto, certo? Scott insiste que até os mais sérios conseguem melhorar a imagem e se cercarem da aura de leveza.

“Seus colegas vão perceber que você quer e pode ser uma pessoa mais divertida se começarem a notar seu interesse genuíno pelos problemas dos outros e sua vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise.” Aproximar-se dos mais risonhos também pode ajudar os mais introvertidos a se soltarem — a convivência com o riso estimula o desenvolvimento de uma postura bem-humorada. Scott explica: “A leveza é um exercício que precisa ser praticado todos os dias.” Comece hoje.



Apenas Ame!


Se o amor fosse bastante em cada coração, todos os males do mundo acabariam. Cada um olharia o outro como se estivesse se olhando no espelho e teria tanta compreensão e compaixão como se estivesse agindo por si mesmo.
As asperezas da vida tornam as pessoas duras, amargas. E o pior é que nem sempre elas querem se livrar dessa carga que as tornam com o andar pesado e a visão do futuro vaga e obscura.
Há pessoas que temos dificuldade em amar. Difícil admitir, pois fomos feitos e criados para amar o próximo sem querer saber o que se esconde por detrás de seu passado e o que vai na sua alma.
Cada um tem sua história, seus espinhos e sua cruz. Cada um também tem sua beleza, talvez apagada por acontecimentos, envelhecida por esperas que nunca tiveram fim e amargas pelo fel que a vida derrama vez ou outra.
Os altos e baixos da vida existem para todo mundo. Mas é quase sempre, para um e para outro, os baixos que marcam mais, os que definem a trajetória, marcam a vida inteira. E quando olhamos para uma pessoa assim cheia de cicatrizes, como rosas secas e sem perfume, a rejeitamos porque não queremos ficar iguais a ela.
Portanto... Uma auto-análise poderia revelar o quanto de maneira surpreendente nos tornamos iguais às pessoas que rejeitamos exatamente por recolhermos no nosso coração os mesmos sentimentos de amargura, desafeto e rejeição.

Ame cada pessoa como se para você ela estivesse acabando de nascer e seu coração não estivesse cheio de pré-julgamentos.
Ame como se passassem uma borracha sobre seus erros e conseguissem ver através de olhos de amor, apenas o bonito que há dentro de você.
Ame como quem ama aquela flor que atravessou sol e chuva e sobreviveu, apesar de tudo.
Ame como você gostaria de ser amado.
Ame como ama Deus.

(Desconheço o autor, se alguém souber, favor comentar)

Sempre Melhor


Qual é sua profissão? Você se considera alguém bem sucedido profissionalmente?
De um modo geral, quando estas perguntas são feitas, pensa-se logo em profissões rendosas. Aquelas que, rapidamente, permitem que o profissional adquira muitos bens. Em linguagem comum, fique rico.
E você sabe qual é a profissão mais importante? A resposta é todas.
Já imaginou chegar a um hotel, um dia, e não encontrar disponível o carregador de malas? E se a arrumadeira faltar?
Com certeza não se poderá encontrar o quarto asseado, as camas arrumadas, as toalhas à disposição, bem dobradinhas e limpas.
Imagine se faltar o cozinheiro!? Bem, pode-se improvisar com um lanche. Isso, se o pessoal da lanchonete próxima estiver a postos, pronto para fazer sanduíches variados, sucos, pastéis.
E o lixeiro, então? Alguém pode imaginar a dispensa dos seus serviços? O que se faria com todos aqueles sacos empilhados nas calçadas, cheirando mal, ocupando espaço?
Assim, o varredor de ruas, o catador de papéis, o entregador de jornais, o motorista dos coletivos e táxis, o farmacêutico, a enfermeira, o médico, o advogado.
Conclui-se que ninguém é melhor do que ninguém. Precisamos e muito uns dos outros. O lixeiro precisa do médico,  que precisa do advogado. O farmacêutico precisa do taxista,  que não pode dispensar o trabalho do borracheiro e do mecânico.
Vê-se, pois, que o importante não é a profissão que se tenha, mas como desempenhamos o nosso papel, desenvolvendo a nossa atividade profissional.
Martin Luter King Jr. Dizia: Se alguém varrer ruas para viver, deve varrê-las como Miguel Ângelo pintava, como Beethoven compunha, como Shakespeare escrevia...
Esta é a lição maior. Realizar o trabalho com cuidado, com atenção, com amor.
Digitar um texto deve merecer o cuidado de quem tem consciência de que aquelas linhas comporão um jornal, um livro, transformando vidas, pela mensagem que leva.
Atender o cliente que deseja ver vários produtos deve merecer toda a atenção de quem sabe que ali está para servir.
Entregar uma encomenda deve merecer todo cuidado, desde que o entregador pense na surpresa, na alegria de quem vai receber o pacote, a revista, o livro. Talvez seja, para quem aguarda em casa, o único contato com o mundo exterior, pois a pessoa que espera pode ser um doente, alguém impossibilitado de se locomover, de sair para adquirir o de que precise.
Enfim, o importante não é ter uma profissão. É ser um profissional dedicado e atencioso, que ama o que faz e traduz isto em atos, todos os dias.

A sua profissão é uma oportunidade de aprendizado.
Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.
Toda pessoa que serve, além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita com pensamento de Martin Luter King Jr. e pensamentos finais extraídos do cap. 18 do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. CEC.Disponível em www.momento.com.br


Sonhar é melhor do que nada!

Por Martha Medeiros

Acho a maior graça.

Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.

Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.

Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.

E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!

Conversa é melhor do que piada.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Economia é melhor do que dívida.

Pergunta é melhor do que dúvida.

Sonhar é melhor do que nada!



Um homem inteligente falando das mulheres


por Luís Fernando Veríssimo

"Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.

Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.

Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia.

Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.

Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.

O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode"







de Charles Chaplin

Tua caminhada ainda não terminou....

A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin




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