Joy Freitas: Alguém "melhor"




Alguém "melhor"

por Joy Freitas

Em conversas com duas amigas que tem passado por situações difíceis com os maridos e quase ex-maridos, percebo que algumas coisas nunca mudam.

Mulheres que dedicaram suas vidas a homens que nada tinham, que estavam na pior ou que emocionalmente se sentiam inferiores, e hoje são desprezadas por esses mesmos homens. Eis que quando esses seres se sentem por cima, finalmente revigorados ou melhoram economicamente, descobrem que merecem algo "melhor" que aquela mulher que estava ao seu lado.

E o que seria algo "melhor"?
Como a lei do consumo praticamente determina: algo melhor quase sempre é algo mais caro, ou seja, mulher boa e melhor é mulher cara. Aquela que vai fazer o otário gastar todo dinheiro com todo o luxo e desejos que ela o pedir, que vai sugar dele toda oportunidade de crescimento... e vai fazer ele pensar que está por cima, porque pegou um "produto" valorizado no mercado.

Gosto de comparar essa situação com essa relação de consumo porque infelizmente tem sido uma das poucas regras seguidas nesses tempos atuais de muito materialismo e pouco sentimento. É como eu digo: as pessoas só dão valor quando pesa no bolso. Exemplo, se você compra uma roupa baratinha sem etiqueta, costuma usá-la em casa, para ficar a vontade, fazer trabalhos domésticos, lavar o carro qualquer coisa assim... mas se você vai para uma festa muito chic e badalada, gasta o quanto pode, ou até mais, num figurino mais caro e elaborado, ou seja quem você leva pra passear? A roupinha cara, claro! Imagino que é assim que funciona a cabeça masculina, ou pelo menos uma grande e significativa parte desse universo, acha que mulher tem que ser cara e levar sua grana para ele dar valor e desfilar com ela por aí.

Salvo é claro, uma pequena categoria de homens adultos, que cresceram não apenas fisicamente, mas amadureceram suas mentes para enxergar que mulher de valor, mulher de verdade é aquela que dar amor, atenção, apoio, carinho e cuida para que os dois cresçam na mesma direção. Aquela que valoriza o momento dos dois independentemente de quanto se gasta. Aquela que valoriza um programa a dois não pelo que gastou numa refeição, nem pelo lugar badalado que freqüentam ou pela roupa cara que ele está usando, mas sim pela oportunidade de compartilhar bons momentos, porque o que vale mesmo é a presença deles, a boa companhia, e o quanto ela o admira, e por isso faz tão bem estar junto desse homem interessante, mesmo que seja assistindo sessão da tarde no sofá. Esses são os homens que valorizam o prazer e a harmonia que essa mulher de verdade lhe proporciona... a paz, o sossego e as alegrias que são adquiridas com a convivência do dia a dia.

Por isso, para essas minhas amigas, só resta dar tempo ao tempo e deixar que aqueles "homens" vejam no futuro o que perderam. Porque no momento da dor, da humilhação e baixa de auto-estima, vai ser difícil que elas enxerguem, mas no fundo foram eles que sairam perdendo, porque elas sim merecem algo “melhor”.

Fica a dica!

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2 comentários:

  1. Joy, amei a postagem, mas tenho uma observação séria a fazer: não acho que cabe aos tais "homens" perceberam com o tempo o que perderam, mas a essas mulheres, pois elas sim perderam demais: perderam tempo e amor próprio, por exemplo.
    É quase uma mutilação que ocorre quando se convive durante durante muitos anos ao lado de alguém com quem não se consegue "crescer", evoluir junto, o bom é pensar que ao menos tudo na vida tem um por que, inclusive as escolhas erradas que fazemos.

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  2. Tem toda razão! Mas acho q elas percebem sim o tempo perdido, têm é dificuldade de acreditar, mas percebem... eles que são mais duros de captar a mensagem.

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Sua opinião me interessa! Obrigada!



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